27 de fevereiro de 2009

Carrie

O filme que vi ontem, foi "Carrie" (Carrie).
Já o tinha há uns anitos, mas sempre o quis ter na minha colecção.
O filme conta a história de Carrie (Sissy Spacek), uma jovem ingénua e sem amigos. Mas não é só isto, ela também tem o poder da telecinesia (fazer mover coisas com o poder da mente). Carrie não conhece o mundo, dito normal da adolescência, pois vive num mundo psicótico da mãe. Esta, é uma religiosa ferverosa (até de mais), que obriga a filha a rezar todo o tempo e a não se dar com os colegas "impuros".
Nas primeiras cenas, vemos a densidade do problema de Carrie. Está a tomar um duche, depois da aula de ginástica, quando começa, subitamente, a sangrar, pois a menstruação aparece-lhe pela 1ª vez. Ela não sabe o que isso é, pois a sua mãe nunca lhe tinha falado sobre o assunto. Quando a mãe é informada do sucedido, não é da melhor maneira que trata do assunto, bem pelo contrário, é aí que percebemos a psicose da mãe.
Por causa das colegas terem gozado com a situação dela, todas são castigadas e Chris (Nancy Allen) promete vingança.
Sue (Amy Irving) arrepende-se e decide que Tommy (William Katt), o seu namorado, convide Carrie para o baile de finalistas - uma maneira de ela fazer as pazes com ela mesma.
Tudo corre bem no baile, mas no fim, a vingança de Chris vai sair muito cara para todos, pois Carrie não controla a sua raiva e poderes.
Sem dúvida, que a cena mais marcante é a do balde com sangue de porco a cair por cima de Carrie, quando esta é coroada a Rainha do Baile e a chacina que daí advem.
Também a cena da mão a sair de debaixo da terra para agarrar Sue, é de saltar da cadeira.
O elenco, (na altura uma aposta em desconhecidos ou com uma carreira pouco conhecida), foi uma boa aposta de Brian De Palma.
Sissy Spacek está maravilhosa como Carrie - quando utiliza os seus poderes, todo o seu corpo se transforma.
Piper Laurie como uma mãe, completamente, fanática religiosa e psicótica, está excelente.
O par - Nancy Allen e John Travolta - como os maus da fita.
É sem dúvida um clássico do terror.

NOTA: 6/10

Titulo: Carrie
Titulo Original: Carrie
Realizador: Brian De Palma
Interpretes: Sissy Spacek; Amy Irving; Nancy Allen;...
Dur.: 94 min.
Opções Extras: 3 Documentários; Galeria de Imagens; Trailer; Stephen King e a Evolução de Carrie
Ano: 1976
Comprado: Media Markt - Benfica a 03/01/09 por 7,99€

25 de fevereiro de 2009

Trailer Mais Bizarro

Estava a dar uma vista de olhos pela "Premiere" e eis que vejo o "Trailer Mais Bizarro"...
Realmente, este é o trailer mais bizarro que já vi. Não conheço o filme e nem tinha ideia que sean Connery tinha entrado num filme esquesito como este.

http://www.youtube.com/watch?v=kbGVIdA3dx0

Não acham, realmente bizarro???

Erin Brockovich

Ontem, também vi o filme seguinte: "Erin Brockovich" (Erin Brockovich).
Já o vi algumas vezes e sempre gostei de o ver, pois acho este filme uma verdadeira lição de vida.
O filme é baseado em acontecimentos reais e este caso ficou na História da Justiça dos E.U.A., como sendo a acção judicial que maior indemnização obteve.
Bem, vamos ao filme:
Erin Brockovich (Julia Roberts) é uma mulher divorciada (dois divórcios) e tem três filhos para sustentar sozinha.
Vemos no inicio do filme, ela à procura de emprego e numa dessas "viagens", tem um acidente aparatoso.
É aí que conhece Ed Masry (Albert Finney), o seu advogado. Perde a acção e fica desesperada pois já não tem dinheiro para mais nada - o que a deixa bastante preocupada, pois não sabe o que há-de fazer para cuidar dos seus filhos. Aí, continua a sua demanda em busca de um emprego e nada, por um ou outro motivo ninguém lhe dá emprego. Então, eis que decide "empregar-se" no escritório de Ed.
Ninguém gosta do modo dela e por isso ninguém a ajuda nem lhe facilita a vida mas ela não desiste e começa a aprender por ela mesma. Ao fazer o trabalho sozinha e achando que algo está errado num dos processos, ela acaba por descobrir o que viria a ser o maior caso de envenenamento de águas, com consequências, altamente, prejudiciais para os habitantes da pequena cidade de Hinkley, Califórnia.
Erin, sem estudos de advocacia e sem os modos, ditos decentes, obtêm o que mais ninguém consegue... justiça.
Existem muitissimas cenas que me marcaram, mas a que mais me marcou, foi sem dúvida, quando os advogados da empresa PG&E, se reunem, com a sua arrogância e ela lhes dá um "bailinho", que os deixa KO e quando a advogada meia zonza vai para beber a àgua que está no copo, Erin "remata" dizendo que mandara vir aquela àgua contaminada de propósito para aquela reunião... foi delicioso ver a cara da advogada que, prontamente, colocou o copo de novo na mesa.
Enfim, é um excelente filme e, realmente, é fascinante o que uma pessoa consegue quando se aplica a 100%, como ela fez.

NOTA: 7/10

Titulo: Erin Brockovich
Titulo Original: Erin Brockovich
Realizador: Steven Soderbergh
Interpretes: Julia Roberts; Albert Finney; Aaron Eckhart;...
Dur.: 126 min.
Opções Extras: Trailer; Making Of; A Verdadeira Erin Brockovich; Cenas Eliminadas; Cenas Eliminadas com Comentário do Realizador; Filmografias
Ano: 2000
Comprado: Media Markt - Benfica a 03/01/09 por 9,99€

Annie Hall

Este é o 171º filme que eu vi da lista "1001 filmes para ver antes de morrer" e o 30º do Guia de Cinema.
O filme trata dos altos e baixos da relação de Alvy Singer (Woody Allen) com Annie Hall (Diane Keaton).
Alvy, é um comediante, mas um tipo neurótico-depressivo. É um homem com dois divórcios no curriculo e para ele só existem dois tipos de pessoas... as horriveis e as infelizes (uma boa demonstração da sua neurose-depressiva). Outro do seus sintomas depressivos é ele comprar só livros que tenham a palavra MORTE no titulo, como por exemplo, "Morte em Veneza".
Annie Hall, é no inicio uma mulher não muito segura de si e que está a dar os primeiros passos como cantora. É uma mulher divertida.
Os dois envolvem-se e de certa forma complementam-se, até ao dia em que Annie, começa a querer soltar-se e a não querer ir contra as suas próprias ideias.
Alvy adora Nova Iorque e Annie decide ir viver para a Califórnia (sitios tão diferentes que demonstram bem as personalidades deles os dois).
Este fime, demonstra como é óbvio, um pouco da relação que era vivida por Allen e Keaton na altura.
Tem imensa piada os flashbacks constantes, durante as conversas, para nos levar às situações vividas pelos protagonistas no passado.
O almoço em casa dos pais de Annie e a meio sobrepor-se a imagem da casa dos pais de Alvy (ficando assim 50/50) dando a sensação de estarem todos no memso lugar, mas ver as diferenças entre os tipicos americanos (familia de Annie) e os judeus (familia de Alvy) é bastante engraçado.
Existem muitas cenas e diálogos interessantes neste filme.
No geral, este filme é, realmente, um dos melhores de Allen - não é em vão que ele ganhou o Óscar para Melhor Filme.

NOTA: 8,5/10

Titulo: Annie Hall
Titulo Original: Annie Hall
Realizador: Woody Allen
Interpretes: Woody Allen; Diane Keaton;...
Dur.: 89 min.
Opções Extras: Trailer
Ano: 1977
Comprado: Loja do "Público" - Colombo a 03/01/09 por 2,90€

23 de fevereiro de 2009

Ana e as Suas Irmãs

Ontem vi o 170º filme da lista.
"Ana e as Suas Irmãs" (Hannah and Her Sisters) é um filme tipico de Woody Allen. Um filme que explora o ser humano com todas as suas fraquezas.
Neste caso especifico, o filme retrata a vida de Hannah (Mia Farrow) e as suas irmãs, Lee (Barbara Hershey) e Holly (Dianne Wiest).
Hannah é casada com Elliot (Michael Caine), que deseja ardentemente Lee. Lee por sua vez vive com Frederick (Max Von Sydow), um homem mais velho e pouco dado à simpatia. Lee acaba por corresponder às expectativas de Elliot e envolve-se com ele.
Depois temos, finalmente, Mickey (Woody Allen), um hipocondriaco - papel tipico de Woody Allen que lhe assenta como uma luva.
Mickey é o ex-marido de Hannah e após várias "doenças" que tem, um dia tudo muda quando começa a suspeitar que desta vez não é mania mas mesmo verdade.
Toda esta "nova" situação faz com que ele mude e comece a ver com melhores olhos a vida e no fim acaba por ficar com Holly.
Todo o filme é bastante engraçado. Todas as trocas e baldrocas de relacionamentos. A visão de Allen quando parte em busca de Deus - e é no cinema que descobre a verdade da vida - belissimo monólogo (os seus pensamentos) nas cenas do cinema.
Haveria muito mais para dizer sobre este filme, que é sem dúvida um dos melhores de Allen que eu vi, mas acho que não preciso dizer mais nada, pois quem já o viu, certamente, tem a mesma opinião que eu.
NOTA: 8/10

Titulo: Ana e as Suas Irmãs
Titulo Original: Hannah and Her Sisters
Realizador: Woody Allen
Interpretes: Woody Allen; Mia Farrow; Michael Caine; Barbara Hershey; Dianne Wiest;...
Dur.: 103 min.
Opções Extras: Trailer
Ano: 1986
Comprado: Loja do "Público" - Colombo a 03/01/09 por 2,90€

A.I. - Inteligência Artificial

Ainda na 6ª feira, vi também o filme "A.I. - Inteligência Artificial" (A.I. - Artificial Intelligence).
Este filme é um filme que nos leva ao futuro - um futuro muito frio e "desumano". Um futuro com muitos robots. Um futuro onde na Terra, o aquecimento global destruiu muitas das cidades mais famosas (Nova Iorque é um dos exemplos).
A história do filme, é sobre um menino robot, David (Haley Joel Osment) que é colocado numa familia, que acaba por não suportar os sentimentos e as acções provocadas por esses mesmos sentimentos desta invulgar "criança". Assim, ele é abandonado num mundo cruel feito pelo ser humano, mas ele não desiste e começa em busca da Fada Azul (aquela que transformou Pinóquio num menino de verdade), para que assim a sua "mãe" o aceite.
Para isso vai contar com a ajuda de Joe (Jude Law), um robot que é gigolo.
Este é um filme bastante tocante e que nos faz pensar numa série de coisas, como o aquecimento global e as grandes tecnologias a "invadirem" o campo do humano.
É um filme fabuloso de efeitos especiais. Gostei especialmente do cenário criado de Rouge City - muita imaginação em néon.
Palavras para quê? É um filme de Steven Spielberg e isso diz quase tudo.

Uma pequena curiosidade: quando Joe encontra a cliente morta, aparece-nos o assassino, que é nada mais, nada menos que Enrico Colantoni, o actor que fez de Keith Mars em "Veronica Mars" - uma série que gosto bastante.
Fica aqui esta pequena curiosidade.

NOTA: 9/10

Titulo: A.I. - Inteligência Artificial
Titulo Original: A.I. - Artificial Intelligence
Realizador: Steven Spielberg
Interpretes: Haley Joel Osment; Jude Law;...
Dur.: 140 min.
Opções Extras: Criando A.I.
Ano: 2001
Comprado: Media Markt - Benfica a 03/01/09 por 9,99€

Adivinha Quem Vem Jantar

Na 6ª feira, vi o filme "Adivinha Quem Vem Jantar" (Guess Who's Coming to Dinner).
Um filme que aborda os preconceitos raciais de uma forma diferente de outros filmes do mesmo género.
Aqui, Joey (Katharine Houghton) está noiva de um médico, John Prentice (Sidney Poitier). Até aqui, tudo bem. Mas quando os pais da jovem - Matt Drayton (Spencer Tracy) e Christina (Katharine Hepburn) - o conhecem, nem querem acreditar no que os seus olhos vêem.
Christina acaba por aceitar a escolha da filha ao ver que os dois se amam de verdade, mas Matt mantem a sua posição.
Joey acaba a convidar os seus futuros sogros para irem jantar a casa dos seus pais, para que todos se possam conhecer, o que eles, prontamente, acedem - pensando eles que ela é também da sua raça.
Quando todos se conhecem, as coisas não correm lá muito bem e os obstáculos que John previa acabam por se transformar em realidade.
Pontos fortes:

- as diferentes reacções das pessoas que vêem aquele "estranho" casal, fazem prever o que os espera pela frente;

- a própria criada, Tillie, (também ela negra), é uma das que não vê com bons olhos esta relação. Ela tem este comentário quando sabe da futura união: "Direitos civis é uma coisa. Isto aqui é bem diferente";

- a conversa entre John e Matt, sobre questões raciais;

- Monsenhor Ryan (Cecil Kallaway), é o primeiro a tratá-los, normalmente, e não acha o casal nada "estranho" e acaba por dar um "sermão" ao teimoso Matt;

- Christina a "correr" com Hilary (Virginia Christine), - uma suposta amiga e colega - pois esta é uma pessoa mesquinha e racista;

- Tillie (Isabell Sanford) que não suporta ver a ascenção de John dentro daquela casa e, ainda por cima os pais dele também são convidados a jantar. Este diálogo é muito engraçado (é hilariante esta empregada):

Joey: Adivinha quem também vem jantar?

Tillie (num tom sarcástico): O reverendo Martin Luther King?

- o choque dos pais de John ao verem que a noiva do filho é branca;

- o monólogo comovente de Matt ao aceitar, finalmente, o casamento.

No fim acabam mesmo todos, adivinhem? A jantar.
Um belissimo filme, que nos dá uma boa lição - quando nos apaixonamos, o coração não difere cores.
Também é de louvar o bom trabalho dos excelentes actores e neste filme o guião foi muito bem feito.
Uma palavra: EXCELENTE!!!

NOTA: 10/10


Titulo: Adivinha Quem Vem Jantar
Titulo Original: Guess Who's Coming to Dinner
Realizador: Stanley Kramer
Interpretes: Spencer Tracy; Katharine Hepburn; Sidney Poitier; Katharine Houghton;...
Dur.: 103 min.
Opções Extras: Videos Introdutórios de: Steven Spielberg, Tom Brokaw e Quincy Jones; Introdução ao filme de Karen Kramer; Uma História de Amor Actual; Um Amor Especial; 3 Documentários; Galeria Fotográfica
Ano: 1967
Comprado: Media Markt - Benfica a 03/01/09 por 8,99€

17 de fevereiro de 2009

A Sétima Profecia


Ontem, vi o filme "A Sétima Profecia" (The Seventh Sign).
Este thriller começa por uma série de estranhos acontecimentos - toda a costa do Haiti é "invadida" por peixes mortos; uma vila no deserto, em Israel, é quase soterrada por neve (essa vila era uma base para terroristas e foi outrora a cidade de Sodoma, a cidade que Deus destruiu). Depois dessas cenas, ficamos a conhecer a protagonista Abby Quinn (Demi Moore). Uma mulher que está grávida e quer muito esta criança, pois já perdeu uma durante uma anterior gravidez.
Aí aparece David (Jürgen Prochnow), um "homem" estranho, que coincidência ou não, está sempre presente nesses estranhos acontecimentos.
Vem a descobrir-se, que toda a série de casos fora do normal, são os sinais que Deus envia antes do Apocalipse. São sete as profecias, sendo que a sétima é a morte da criança que Abby espera.
Abby não quer perder de novo o seu filho e por isso decide que vai lutar por ele e também assim salvar o Mundo. Será que consegue?
Este filme, talvez seja um pouco fantasioso, mas é, certamente, um filme bastante interesssante. Claro que não é o género das grandes produções, mas ainda assim, eu gostei muito de o rever.
A música de abertura também me agradou. Foi uma boa adição à minha colecção de DVD's.

NOTA:7/10

Titulo: A Sétima Profecia
Titulo Original: The Seventh Sign
Realizador: Carl Schultz
Interpretes: Demi Moore; Jürgen Prochnow; Michael Biehen; Peter Friedman;...
Dur.: 93 min.
Opções Extras: Trailers; Filmografias
Ano: 1988
Comprado: Worten Seixal a 30/12/08 por 4,89€

16 de fevereiro de 2009

Sessão com Louis de Funès

Ontem tive uma sessão com... Louis de Funès. Devo confessar que gosto muito deste actor e considero que ele foi, juntamente, com Jacques Tati, dos melhores comediantes franceses.

O 1º filme da sessão foi "O Avarento" (L'Avare).
Este é um dos filmes que ainda não conhecia e devo confessar que não o achei lá grande coisa... tem muitos momentos parados e até acho o filme um pouco exagerado, mas se calhar existem pessoas assim.
O filme é baseado numa comédia de Moliére e fala de Harpagon (Louis de Funès), um homem, extremamente, avarento. Ele é um viúvo com dois filhos - Cléante (Frank David) e Elise (Claire Dupray). Os filhos estão apaixonados, mas Harpagon tem outros planos, bem mais lucrativos para ele.
Harpagon quer casar com a amada do filho, Marianne (Anne Caudry) e quer que a sua filha case com um homem rico e muito mais velho que ela. Elise não quer, pois ama Valére (Hervé Bellon).
E depois, existe um baú cheio de moedas enterrado no quintal, que um dia desaparece e é aí que as coisas se complicam ainda mais.
A única cena que eu gostei mais, foi a de Harpagon na igreja e quando chega a hora de dar dinheiro ele começa a fugir "como o diabo da cruz".
Sem dúvida que não é dos melhores filmes de Louis de Funès.


NOTA: 4/10

Titulo: O Avarento
Titulo Original: L'Avare
Realizador: Louis de Funès e Jean Girault
Interpretes: Louis de Funès; Frank David; Claire Dupray;...
Dur.: 117 min.
Opções Extras: Trailers
Ano: 1980
Comprado: Jumbo Almada a 27/12/08 por 8,99€
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O 2º filme da sessão foi "O Incorrigivel Teimoso" (La Zizanie).
Este sim, já o conhecia e acho-o muito divertido.
Guillaume Daubray-Lacaze (Louis de Funès) é um inventor, um industrial e, também, Presidente da Câmara.
Numa reunião com um grupo de empresários japoneses, ele consegue vender 3.000 máquinas que inventou, mas o problema é que não tem espaço para para dar conta da encomenda, com tanta maquinaria.
Então, decide fazer da sua casa uma fábrica e todos, mas mesmo todos, os espaços, são preenchidos com máquinas. Quem não acha piada a isto é a sua mulher Bernadette (Annie Girardot), que só acede, se ele prometer que não mexe na sua horta e na sua estufa, o que ele, prontamente, aceita. O pior é quando ele vê que vai necessitar de mais espaço e decide estragar os bens mais preciosos da mulher.
É muito engraçado ver:

- as invenções de Guillaume;

- o transformar da casa em fábrica;

- as "trocas e baldrocas"no baile de máscaras.

É mesmo engraçado este filme.

NOTA: 7/10

Titulo: O Incorrigivel Teimoso
Titulo Original: La Zizanie
Realizador: Claude Zidi
Interpretes: Louis de Funès; Annie Girardot; Maurice Risch;...
Dur.: 93 min.
Opções Extras: Trailers
Ano: 1978
Comprado: Jumbo Almada a 27/12/08 por 8,99€

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O 3º e último filme da sessão, foi "O Peito ou a Perna" (L'Aile ou la Cuisse).
Também já conhecia este filme e é um dos meus preferidos deste actor (exceptuando a série "Gendarme...").
O filme começa com uma introdução ao famoso "Guia Duchemin" (uma clara cópia do famoso "Guia Michelin"), que "investiga" os restaurantes e lhe dá estrelas, caso eles o mereçam.
É a partir daí que a história começa... vemos Louis de Funès, aqui como Charles Duchemin, vestido de senhora idosa. Está "camuflado" para uma das suas visitas ao restaurante "Coquille D'Or". No restaurante recebem um telefonema, para avisar que está lá um Duchemin e decidem que um senhor gordo é o provador Duchemin.
Todo o filme é passado com Duchemin "mascarado" de qualquer coisa para não ser reconhecido, isto porque ele está a preparar o Guia do ano seguinte. Até que o seu rival lhe rouba as provas finais.
O filme, todo ele tem cenas hilariantes, mas são de salientar as mais importantes:

- as diferenças de tratamento dado ao suposto Duchemin e ao próprio, vestido de idosa;

- a mestria do mestre japonês a preparar os alimentos para a refeição;

- as cenas do restaurante no campo, em que tudo mete nojo, senão veja-se este diálogo:

Duchemin: Onde ficam os lavabos?
Homem do restaurante: É só seguir as moscas.

- a confusão das malas e dos quartos;

- num dos restaurantes, obrigam-no a comer comida que até dá arrepios... que asco!;

- a fuga dentro da clinica e as macas trocadas;

- as cenas da fábrica de Tricatel, onde se pode ver como são feitos os produtos alimentares. Aqui é que se pode dizer que a comida é de plástico;

- o debate entre os rivais.

"O Peito ou a Perna" é, sem dúvida, um filme bastante divertido, mas no essencial, fica-se sempre a pensar o que é que na realidade se come nos restaurantes.

NOTA: 9/10

Titulo: O Peito ou a Perna
Titulo Original: L'Aile ou la Cuisse
Realizador: Claude Zidi
Interpretes: Louis de Funès; Coluche; Claude Gensac;...
Dur.: 101 min.
Opções Extras: Trailers
Ano: 1976
Comprado: Jumbo Almada a 27/12/08 por 8,99€

15 de fevereiro de 2009

Lawrence da Arábia


Este filme dispensa qualquer tipo de apresentação.
É um dos maiores clássicos do cinema e é um excelente filme, em muitos pontos chega á genialidade.
O filme retrata a vida de T.E. Lawrence - aqui, excelentemente, interpretado por Peter O'Toole - um oficial do exército britânico.
O filme começa com o acidente de mota que vitimou Lawrence. A partir daí começa um relato da vida dele.
Lawrence parte em campanha contra os Turcos e ao longo da sua jornada, vai conseguindo juntar tribos árabes rivais, para que assim, todos unidos consigam o que pretendem - correr com os Turcos. Ao conseguir e ao longo dessa "viagem", Lawrence, torna-se ele mesmo, num árabe e consegue ganhar o respeito dos mesmos.
O filme conta com interpretações excelentes de Peter O'Toole (como já referi), Omar Shariff, Alec Guiness, Anthony Quinn e tantos outros actores. Um elenco 5*, que deram ao filme muita qualidade.
Mais pontos a favor do filme e as cenas mais importantes são:

- as excelentes imagens, principalmente, as feitas no deserto, captadas em diversas situações e fases do dia;

- a música de todo o filme a cargo de Maurice Jarre, é simplesmente maravilhosa;

- sem dúvida a figura de Sherif Ali (Omar Shariff) a aparecer no deserto como se de uma miragem se tratasse, por causa das questões do poço;

- o ataque a Aqaba, muito empolgante;

- Lawrence a matar Gasim, o mesmo que Lawrence salvou... "Estava escrito que ele tinha que morrer...";

- Daud a ser engolido pelas areias movediças;

- os Turcos a torturarem Lawrence.

Existem muitas mais, mas coloquei as que para mim foram mais relevantes.
Em suma, o filme é belissimo e espectacular em todas as suas vertentes, não tenho nenhum ponto contra o filme e é bastante compreensivel o porquê de ele ser tão conceituado e ter ganho tantos prémios. Ninguém pode ficar indiferente ao filme, isso eu tenho a certeza.

NOTA: 10/10


Titulo: Lawrence da Arábia
Titulo Original: Lawrence of Arabia
Realizador: David Lean
Interpretes: Peter O'Toole; Omar Shariff; Anthony Quinn; Alec Guiness;...
Dur.: 217 min.
Opções Extras: Disco 1 - DVD-Rom; Disco 2 - Documentário Especial; Mapas: Uma Viagem com Lawrence; Trailer; Conversa com Steven Spielberg; 4 Documentários Originais; Estreia em Nova Iorque; Campanhas de Publicidade; Filmografias; DVD-ROM
Ano: 1962
Comprado: Fnac Almada a 27/12/2008 por 9,95€